Reflexões

 

10 MOTIVOS PARA DOAR ÓRGÃOS

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Estava navegando por alguns sites e blogs e um deles me chamou a atenção. É um blog sobre WEB 2.0 do blogueiro Gilberto Jr (designer de interface e criador da desta.ca, a primeira agência interativa totalmente focada em Web 2.0 do Brasil.). Dentre os vários artigos interessantes ele fez uma lista com 10 motivos para doar órgãos:
 
 
 
1. Não dói – já que você estará morto mesmo.
2. Você não vai sentir falta nenhuma dos órgãos doados, já que não tem nenhuma chance de você precisar usar algum deles.
 
3. Se você é religioso e acredita em ressurreição – e por isso pensa que poderá um dia sentir falta do órgão doado -, aproveite e acredite também que se existe alguém poderoso o suficiente pra ressuscitar uma pessoa, fazer um órgão novo deve ser baba.
4. Pra você, depois de morto, não tem mais jeito. Pra pessoa que precisa do órgão tem.
5. É grátis.
6. Órgãos não são coisas que se encontra em qualquer lugar, nem podem ser fabricados (ainda). Por isso, estão em falta.
7. É uma das poucas boas-ações que (sabemos com certeza que) se pode fazer depois de morto.
8. Se alguém ainda duvidava que você foi uma boa pessoa em vida, essa ação tira todas as dúvidas.
9. Não pense que você está doando um órgão. Você está doando uma vida.
10. Não esqueça de avisar sua família que você é doador, se não não adianta nada – ok, não é um motivo, mas é sempre bom avisar.
 
 
 
 
 
 

osbalbinos

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Zero com louvor vale mais do que a enganação

 
- Professor… quanto eu tirei na prova?- Fique tranquilo. Prova é apenas uma das medidas que uso para avaliar seu aprendizado.

- Tá bom… mas quanto eu tirei na prova?

- Você tirou 3.

- Só 3?

- Pois é… nessa prova você tirou apenas 3. Veja bem, como disse a você, essa é apenas uma das formas de avaliação. Existem muitas outras, que vão desde o interesse que você demonstra até sua participação em trabalhos, participação em aula…

- Pôxa… só 3. Estou ferrado!

- Veja bem, meu caro… você tirou 3 nessa prova. Serão muitas outras ainda em que você terá oportunidade de se superar. De repente você não estava num bom dia. E é justamente por isso que teremos outros trabalhos, além da sua participação, do seu interesse… nessa foi só 3.

- É… mas 3 é duro, hein? A correção está certa?

- Sim. Mas se você quiser, eu posso revisar com mais rigor. Com esse mesmo rigor que você está usando para se auto-avaliar. Topa?

- errhhh… melhor não revisar, não… melhor deixar como está. Vou tentar recuperar na próxima.

- Pois é…a ideia é essa. Ter a real noção da nossa situação, todo dia, para poder melhorá-la sempre. Na vida é assim. O que acontece aqui, em sala, é apenas um reflexo. Ter tirado 3 nessa prova não significa que você valha 3. Essa avaliação não se expressa em números. Para isso, bastaria usar uma régua, uma balança… porém acredito que pessoas não se medem em números, muito menos as diferenças entre elas. Se fosse assim, não haveria régua ou balança no mundo que dessem conta do recado.

- Certo… estou entendendo…

- Da mesma forma que, quando o aluno cola, na esperança de obter um número maior, ele pode até se sentir bem-sucedido. Isso vale apenas para aquele momento, para fraudar aquele medidor numérico e momentâneo chamado prova. Se a fraude é descoberta, o vexame é outra coisa difícil de se medir com números. Melhor tirar um zero com louvor do que tentar atribuir-se um número que, naquele momento, não é o seu.

- Zero com louvor?

- Sim. Ou, se preferir, dar-se a chance de errar, ter a percepção mais completa possível do erro e a certeza de poder recomeçar. Numa prova é assim. Na vida real também. E o que é a vida real senão uma sucessão de provas, com tempo pra começar e pra acabar? Nela, a cola serve apenas como adesivo. Caráter e consciência tranquila, por exemplo, não se colam de ninguém.

Por Paulo Zugaib

 [Webinsider]

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